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Linha | Bíblico-profética




Idade Antiga II

1.000 a.C.

Pitonisa de En-Dor

Encarnação da Mãe Maria
Necromante
A mais famosa Vidente mulher da História

A pitonisa de En-Dor foi uma mulher com poderes de necromancia, comunicava-se com os "mortos", ou mantinha intercâmbio com os espíritos desencarnados e profetizava sobre eventos futuros. Moradora do vilarejo de En-Dor, no Vale de Jizreel, entre a colina de Moré e o Monte Tabor, foi consultada pelo rei Saul quando este deseja comunicar-se com o espírito de Samuel, para obter conselhos, antes de combater contra os filisteus.

E, vendo Saul o arraial...

"E, vendo Saul o arraial dos filisteus, temeu, e estremeceu muito o seu coração. E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim *, nem por profetas. Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar."
— Livro: Samuel, 1, 28.

* Urim e Tumim são termos que se referem a um conjunto de pedras utilizadas pelos sacerdotes para consultar a Deus em questões complexas.

Veja só querida mãe...

"Veja só querida Mãe... Porque Eu chamo ela de mãe, porque foi minha mãe quando Eu fui Moisés, depois foi a célebre Pitonisa de En-Dor, a mais famosa Vidente mulher do Mundo, da história do Mundo foi a Mãe Maria quando foi a Pitonisa de En-Dor!"
Áudio

850 a.C

Elias

Encarnação do Princípio Sagrado
Representa os Profetas
O maior Profeta da História

Elias foi um dos mais poderosos e importantes profetas e através de Seus Potentíssimos Poderes Mediúnicos representa todos os Profetas, Videntes ou Médiuns da história. Combateu a idolatria em Israel, contra a veneração do deus canaanita Baal, durante o reinado do rei Acabe e da rainha Jezabel. Elias predisse uma seca que durou três anos e meio como castigo pela adoração ao deus Baal. Durante a seca, foi alimentado por corvos junto ao riacho de Querite e, depois, sustentado por uma viúva em Sarepta, cujo suprimento de farinha e azeite nunca se esgotaram, e seu filho foi ressuscitado por Ele. Elias desafiou 450 profetas de Baal para provar o Deus verdadeiro. Após os falsos profetas falharem, Elias orou e fez descer fogo do céu que consumiu o sacrifício, encharcado de água, além de consumir todos os soldados. As águas do rio Jordão se abriram para que Ele e Eliseu passassem por terra seca, entre outros feitos. A Bíblia relata que Elias não deixou corpo, mas foi levado ao céu em um redemoinho por um carruagem de fogo, com cavalos de fogo, e antes de partir, ungiu Eliseu como seu sucessor, que recebeu uma "porção dobrada" do seu espírito.

Eis que eu vos envio o profeta Elias...

"Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; e Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais, para suceder que eu não venha, e fira a Terra com maldição". — Malaquias, 4.

Jesus afirma que João...

Jesus afirma que João Batista era reencarnação de Elias, mas que não o reconheceram: "Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. (...) E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos. E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista."
Mateus, 17

E POR QUE DEUS...

"E POR QUE DEUS MANDOU ELIAS VOS ENTREGAR O DIVINISMO?
Simplesmente porque Deus nada promete em vão, não engana Seus filhos. E portanto Elias já veio entregar o DIVINISMO, com o nome de EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS:
(...) Fato Bíblico é que Enoque voltou à carne como Moisés, Elias, Ezequiel e João Batista. Foi por Moisés e Elias que Deus vos enviou Seus Mandamentos, a Comunidade de 70 Profetas ou Médiuns e começou a falar dos 77 Textos sobre as Graças do Divino Mediunismo. Ninguém, na História das Iniciações, foi mais poderoso do que Moisés e Elias. E para começar a restauração de tudo, veio entregar o Espiritismo, para depois voltar à carne, para entregar o DIVINISMO, através do EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS."
— Boletim: E Por Que, Deus Mandou Elias...

Qual é a VERDADE a ser...

"Qual é a VERDADE a ser restaurada pelo Profeta Elias?
Basta ler com honestidade o que vai adiante, sobre a parte doutrinária entregue por Deus através de Moisés e de Jesus, para saber o que Elias devia restaurar, conforme a profecia de Jesus, que ensina assim: "Quando Elias vier de novo, restaurará todas as coisas".
— Livro: Ao Profeta Elias Cumpre Derrotar...

Não deixou corpo: "E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes"
II Reis 2, 11 e 12.

Na Bíblia:
I Livro de Reis, 17 a 22; II Reis, 1 e 2; Crônicas, 21; Malaquias, 4; Mateus, 17.


800 a.C.

Joel

Profeta
Profecia da Eclosão Mediúnica

O profeta Joel é uma das figuras centrais do Antigo Testamento. Joel usou uma devastadora invasão de gafanhotos que atingiu Judá para fazer uma alusão a Justiça Divina e a fragilidade do povo, ao virar as costas para os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Suas profecias foram enfáticas e profundas sobre o Julgamento Divino, arrependimento e principalmente sobre a Promessa do Derrame de Espírito Santo ou Eclosão Mediúnica, para toda a carne ou Humanidade. Pedro, no Livro dos Atos, capítulo 2, confirma que o Batismo de Espírito Santo ou Mediúnico, feito por Jesus era o cumprimento da profecia de Joel, para tirar a orfandade de toda a carne.

Derramarei o Meu Espírito...

"Derramarei o Meu Espírito Santo sobre toda a carne, e vossos filhos e filhas profetizarão, vossos velhos terão sonhos e vossos jovens terão visões."
Joel, 2, 28.

Aquilo que está...

"Aquilo que está no capítulo dois, do Profeta Joel, também está mais umas dezoito vezes em outros textos do Velho Testamento. O Consolador ou Espírito Santo, ou de Profecia, seria generalizado através do Cristo Planetário, quando viesse. E foi o que Jesus fez, para tirar a orfandade do meio das gentes, uma vez que a Revelação consoladora só era praticada dentro dos Cenáculos Iniciáticos."
— Livro: O Novo Testamento dos Espíritas

Na Bíblia:
Livro de Joel; I Samuel, 8; I Crônicas, 5, 6, 15, 23 e 27; Atos, 2, entre outros livros.


780 a.C.

Eliseu

Encarnação de João Evangelista
Profeta
Expoente da Doutrina do Caminho

Eliseu era agricultor e tornou-se discípulo de Elias. Antes de Elias deixar a carne, Eliseu pediu uma "porção dobrada" sobre ele. Ao vê-Lo partir na carruagem de fogo, Eliseu pegou o manto que caíra e abriu as águas do Rio Jordão, confirmando publicamente que a autoridade espiritual de Elias estava agora sobre ele e a Doutrina do Caminho teria continuidade. A Bíblia registra que Deus realizou inúmeras maravilhas através de Eliseu, purificação da fonte de Jericó, multiplicação de pães, ressurreição do filho de uma mulher sunamita, entre outros relatos.

Sucedeu, pois...

"Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. E disse: Coisa dura pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará."
II Reis 2, 9 e 10.

Na Bíblia:
Livro de I Reis, 19; II Reis, 2 ao 13; Lucas, 4, 27.


765 a.C.

Isaías

Profeta
Profecia da Divina Civilização

Isaías é amplamente considerado um dos grandes Profetas do Antigo Testamento e uma das figuras mais influentes da Bíblia. Filho de Amoz, a tradição judaica sugere que ele era de linhagem real, possivelmente primo do Rei Uzias, o que explicaria seu trânsito livre pela corte. Ele era casado com uma mulher referida como "a profetisa" e teve pelo menos dois filhos com nomes proféticos, Sear-Jasube e Maher-Shalal-Hash-Baz, porque Deus os utilizou como sinais visíveis e símbolos vivos de suas mensagens de julgamento e esperança para o reino de Judá. Isaías teve uma visão impactante de Deus, cercado por uma plêiade de espíritos e onde seus lábios foram purificados por uma brasa viva. Conhecido como o "Profeta Messiânico", ele viveu e profetizou em Jerusalém por um período de 40 a 60 anos durante o reinado de quatro, possivelmente cinco reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias e Manassés, combatendo a idolátria, a corrupção clerical e a injustiça social.

"Porque brotará um rebento do tronco de Jessé*, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor."
Isaías, 11.

* tronco de Jessé — O tronco é Moisés e não Jessé como foi adulterado na Bíblia, o renovo ou broto novo é Jesus.

Isaías foi um grande vidente...

"Isaías foi um grande vidente e auditivo; viu e ouviu, por essas mediunidades, coisas sobre a sua época e a sua gente, tendo ouvido e visto, também para a posteridade. Não é com idolatrias e fanatismos religiosistas que se consegue tamanha capacidade em dons espirituais ou mediunidades; é com o máximo de respeito à Lei de Deus."
— Livro: A Bíblia dos Espíritas

Gorou uma vez a Divina...

"Gorou uma vez a Divina Promessa feita por Deus em Isaías, capítulo 11, mas não gorará a segunda vez, como bem assinalam Jesus e o Apocalipse.
A primeira vez gorou, porque depois de Deus entregar a Doutrina da Verdade, através de Moisés, O TRONCO, e de Jesus, O BROTO NOVO, em 313 Roma forjou a Besta Corruptora, prevista no capítulo 13, do Apocalipse, destruindo o Propósito Divino, desgraçando a Humanidade."
"Tendo chegado o findar do segundo milênio, aguardem os profundos abalos da Natureza e os terríveis efeitos do dilúvio de fogo. Procurem entender que há UM PROGRAMA DIVINO PARA O ESPÍRITO E A MATÉRIA, MUNDOS E HUMANIDADES, e que nenhum bestialismo humano, de encarnados ou desencarnados, poderia ficar para sempre tramando contra Ele seus escabrosos mentirosismos.
Aquela GLORIOSA CIVILIZAÇÃO FRATERNISTA E UNIVERSAL virá, porque em Deus nunca haverá cancelamento de SANTOS DESÍGNIOS. Estudem bem o que está registrado em Isaías, capítulo 11, porque depois das punições previstas por Jesus e o Apocalipse, os não cabritos herdarão o período apocalíptico chamado UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA. Passarão as sujidades clericais e outras, mas jamais passarão aquelas DIVINAS REALIDADES QUE A BÍBLIA ENSINA."
— Boletim: Tudo Quanto For Contra os Dez...

Na Bíblia:
Livro de Isaías; II Reis, 19 e 20; II Crônicas, 26 e 32. No Novo Testamento, Isaías é mencionado mais de vinte vezes, como em Mateus, Marcos, Lucas e João, Atos e Romanos.


753 a.C.

Numa Pompílio

Encarnação de Jesus
Rei de Roma
Reformador

Numa Pompílio foi um sabino* escolhido como segundo rei de Roma, seu reinado, lendário, durou 43 anos. Sábio, prudente e grande iniciado, dedicou-se a organização social, elaboração das primeiras leis de Roma, assim como dos primeiros ofícios religiosos e na promoção da paz. Criou as primeiras guildas ou corporações de ofício para organizar os trabalhadores. A estas reformas corresponde também um período de prosperidade e de paz que permitiu Roma crescer e se reforçar, sendo lembrado como uma era de ouro. Promoveu uma reforma no calendário, baseado nos ciclos lunares, que passou de dez a doze meses [355 dias], com o acréscimo de janeiro, dedicado a Jano, e fevereiro, que foram colocados no fim do ano, depois de dezembro, o ano iniciava em março.

* Sabino
— se refere ao antigo povo da Itália central.

Numa Pompílio...

"Numa Pompílio mereceu-lhe palavras de acentuado respeito. Fora um dos primeiros imperadores romanos, iniciado nas ciências esotéricas, homem sábio e prudente, cujos exemplos logo mais foram sufocados pelos imperadores seguintes, que a tudo corromperam, nunca mais dando Roma fruto algum digno da Verdade, pois o imperalismo sanguinário e a corrupção da Igreja Viva de Jesus Cristo foram seus últimos relatos danosos, que ainda perduram, não permitindo à Humanidade o conhecimento da Verdade."
— Livro: Lei, Graça e Verdade


606 a.C.

Daniel

Encarnação de João Evangelista
Profeta
Capacidade de interpretar sonhos

Daniel foi um profeta bíblico de origem nobre, conhecido por sua sabedoria excepcional e Dons Espirituais com capacidade de interpretar sonhos e visões, e suas consistência a Deus e aos Dons Mediúnicos. Daniel foi um nobre judeu e sua história abrange o período de exílio babilônico. Em meio à Rebelião para Independência de Judá, no reinado de Jeoaquim, foi levado de Jerusalém para a Babilônia ainda jovem. Nabucodonosor sitiou Jerusalém e, em vez de destruir a cidade completamente, exigiu tributos e levou reféns da nobreza e da família real para garantir a submissão de Judá. Ao fim do conflito, Daniel e outros nobres judeus foram castrados por ordem do rei babilônico e ficaram sob os cuidados de Aspenaz, identificado como o "chefe dos eunucos". O profeta Isaías predisse ao rei Ezequias que alguns de seus descendentes seriam levados para a Babilônia e se tornariam eunucos no palácio real. Na Antiguidade, era comum que impérios como o Babilônico e o Persa castrassem jovens cativos destinados a servir no palácio para garantir lealdade total ao rei e evitar que formassem suas próprias dinastias. Através da mediunidade Daniel interpretou sonhos e visões do rei Nabucodonosor e seus sucessores com lealdade e competência, tornando-se uma figura proeminente na corte da Babilônia, serviu em altos cargos nos governos de reis como Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro. Sob o reinado de Dario, Daniel, já idoso, foi lançado em uma cova de leões por continuar orando a Deus, mas foi milagrosamente preservado.

A Palavra de Deus é a Revelação...


"A Palavra de Deus é a Revelação"
Anotação do Sr. Osvaldo Polidoro, em Sua Bíblia, no capítulo 9, de Daniel, com esse texto abaixo sublinhado:

"E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo povo da terra"

E em toda a matéria de sabedoria...

"E em toda a matéria de sabedoria e de discernimento, sobre o que o rei lhes perguntou, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos astrólogos que havia em todo o seu reino."
Daniel, 1, 20.

Na Bíblia:
Livro de Daniel; Ezequiel, 14 e 28; Mateus 24 e Marcos, 13 - onde Jesus cita Daniel; Hebreus, 11.

604 a.C.

Lao-Tsé

Encarnação do Princípio Sagrado
Taoismo
Filosófo, astrólogo e escritor

Filósofo, escritor e astrólogo, nascido no norte da China. É uma das figuras mais influentes da história chinesa, autor do Tao Te Ching, que deu origem ao taoismo. O Tao Te Ching é um dos tratados mais importantes da cosmogonia chinesa, chamado Livro da Razão Suprema, a Bíblia Taoísta. Sua doutrina expõe a existência de Um Princípio Supremo, o Tao, que rege o universo. Todas as coisas têm origem no Tao, obedecem ao Tao e finalmente retornam ao Tao, ao Absoluto.

Os pilares de sua Filosofia...

Os pilares de sua Filosofia são:
O Tao [O Caminho]: O princípio fundamental e invisível, que rege o universo. Viver em harmonia com o Tao significa seguir o fluxo natural das coisas, em vez de resistir a elas.
Wu Wei [Não-ação]: Não significa passividade, mas sim agir sem esforço ou resistência. É a arte de saber quando agir e quando deixar que a natureza siga seu curso, sem forçar resultados.
Dualidade [Yin e Yang]: A ideia de que forças opostas são complementares e interdependentes [como luz e sombra, força e suavidade]. Simplicidade e Humildade: Lao-Tsé pregava o desapego às posses materiais e às ambições políticas, valorizando a paz interior e a compaixão.

Não deixou corpo:
A lenda mais famosa narra seu desaparecimento em vez de sua morte. Desiludido com a corrupção da corte, Lao-Tsé decidiu abandonar a civilização montado em um búfalo azul. Ao chegar à fronteira oeste da China, o Passo de Hangu, ou Hanguguan*, guarda Yin Xi o reconheceu e implorou que ele registrasse sua sabedoria antes de partir. Lao-Tsé escreveu então o Tao Te Ching e, em seguida, atravessou a passagem, sumindo para sempre no deserto sem deixar rastros. Acredita-se que ele não morreu, mas tornou-se um imortal, Xian*, transcendendo a necessidade de um corpo físico.

* Hanguguan, foi um dos pontos estratégicos e militares mais importantes da China antiga. Localizado no que é hoje a província de Henan, ele servia como o principal "portal" entre as planícies centrais e a região oeste, o estado de Qin.

* Xian é o termo chinês para "imortal" ou "transcendente". No Taoismo, refere-se a seres que, através de práticas espirituais, alquimia ou virtude extrema, transcenderam a mortalidade e as limitações físicas.

Tao-Te Ching - O Livro do Caminho e da Virtude
— Livro de Lao-Tsé

597 a.C.

Ezequiel

Encarnação do Princípio Sagrado
Profeta
Profeta das Visões

O Profeta Ezequiel foi um sacerdote hebreu da linhagem de Buzi, levado ao exílio na Babilônia em 597 a.C., durante a segunda deportação de judeus pelo rei Nabucodonosor. Ezequiel viveu entre os exilados judeus às margens do rio Quebar, na Babilônia. Deus o constituiu como um "atalaia", sentinela, para a casa de Israel, responsável por alertar o povo sobre o juízo divino e a necessidade de arrependimento. Embora tenha profetizado a destruição de Jerusalém devido à idolatria, sua mensagem também é de esperança, de retorno à Terra Prometida e de um novo começo. Ezequiel salientou que as responsabilidades são individuais, que o filho não carrega a iniquidade do pai e vice-versa.

Responsabilidade Individual...

"E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que pensais, vós, os que usais esta parábola sobre a terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram? Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que nunca mais direis esta parábola em Israel. Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. (...) A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele."
Ezequiel, 18

O Povo de Israel...

"O Povo de Israel não só recebeu o batismo de Espírito [Santo], como até mesmo crucificou o batizador, que foi Jesus."
Anotação do Sr. Osvaldo Polidoro, em Sua Bíblia, no capítulo 37, de Ezequiel, com esse texto abaixo sublinhado:
"E porei em vós o Meu Espírito [Santo], e vivereis e vos meterei na vossa terra, e sabereis que eu, o Senhor, falei isto, e o fiz, diz o Senhor"

Tudo estava desviado da Lei...

"Tudo estava desviado da Lei, tudo pecaminoso, e Deus enviou o Profeta Ezequiel, que em um só capítulo transmitido, o 18, bastaria para consertar tudo, para todos os tempos. Mas, quem ouviu ou está ouvindo? E que dizer das imundícias do findar do segundo milênio?"
— Boletim: Dos Erros dos Padres às Abominações...

Na Bíblia:
Livro de Ezequiel.

570 a.C.

Pitágoras de Samos

Encarnação do Princípio Sagrado
Filósofo, matemático e líder espiritual
Terceiro Grande Concatenador

Filósofo, matemático e líder espiritual, chamado de "Pai da Matemática". Nascido na ilha de Samos, Pitágoras fundou uma influente escola e irmandade religiosa em Crotona, no sul da Itália, onde seus ensinamentos moldaram profundamente o pensamento ocidental. Sua escola funcionava como uma comunidade mística com regras rígidas de conduta e dieta, e tornou-se um centro de poder político e intelectual antes de ser dispersada por conflitos locais. O Teorema de Pitágoras* é considerado um dos maiores legados matemáticos e intelectuais para a Humanidade, sendo fundamental na matemática teórica quanto em aplicações e práticas cotidianas. Descobriu que intervalos musicais correspondem a proporções numéricas simples em cordas vibrantes, estabelecendo as bases da acústica e da série harmônica. Pitágoras defendia a doutrina da metempsicose, transmigração das almas, afirmando que a alma era imortal e passava por sucessivas vidas em diferentes seres. A tradição lhe atribui a invenção dos termos "filosofia", amor à sabedoria, e "matemática", aquilo que é aprendido. Sua influência foi vasta, impactando diretamente pensadores como Platão e Aristóteles, e servindo de base para o desenvolvimento da ciência e da metafísica no Ocidente.

* A tecnologia moderna do GPS utiliza a trilateração, um método baseado no teorema, para calcular posições exatas usando satélites.

"Do Um tudo parte, no Um tudo movimenta e no Um tudo atinge a finalidade."
"Tu verás que os males que devoram os homens, são o fruto da sua escolha; e que os infelizes procuram longe deles, o bem cuja fonte têm em si mesmos".
Pitágoras

Pitágoras, fazendo experiências...

"Pitágoras, fazendo experiências com sua esposa, a médium Teocleia, vidente, psicômetra e desdobrante, fez os maiores estudos sobre a evolução do espírito, afirmando que ele gasta, em média, trezentos milhôes de anos, atravessando as espécies inferiores, antes de atingir a espécie humana."
— Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas

Submergir na treva...

"Submergir na treva é arrancar dela aqueles que se encontram prisioneiros; e o cântico libertador, o trabalho das legiões que servem à Doutrina, vinha em linguagem simples e não velada, desde muito antes de João Evangelista figurar a Jerusalém sem portas, a Humanidade liberada a viver num mundo de Luz, de Paz e de Poder! João viu a Jerusalém brilhante, como Pitágoras viu a Grécia imortal:
"Quem é Apolo? O Verbo do Deus Único, que eternamente se manifesta no mundo. A Verdade é alma de Deus, a Luz é o seu corpo.
Se os sábios, os videntes, os profetas, o veem; os homens não veem mais que a sua sombra. Os espíritos glorificados, que nós chamamos de heróis e semideuses, habitam essa Luz, às legiões, em esferas inumeráveis.
Eis o verdadeiro corpo de Apolo, o sol dos iniciados, e, sem o calor dos seus raios, nada de grande se faz sobre a terra. Como o ímã atrai o ferro, assim nós atraímos pelo pensamento, pela oração, pelas nossas ações, a inspiração divina.
Cabe a vós transmitirdes à Grécia o Verbo de Apolo, e a Grécia resplandecerá duma Luz eterna."

Esse um dos hinos libertadores, essa uma proclamação evolucionista, pois que outras muitas existiram antes, em datas remotíssimas, a fim de preparar, aqui e acolá, a sementeira para o Cristo Planetário, para a Divina Demonstração, a fim de que todos tivessem em Quem se amolgar."
— Livro: Moral, Amor e Revelação

Foi no Egito...

"Foi no Egito, portanto, que Pitágoras adquiriu essa vista de alto que permite aperceber as esferas da vida e as ciências numa ordem concêntrica; compreender a involução do espírito na matéria pela criação universal; e a sua evolução, ou ascensão para a Unidade, por essa criação individual que se chama o desenvolvimento de uma consciência."
"Conforme as almas que reveste, conforme os mundos que envolve, esse fluido transforma-se, afina-se ou condensa-se" – G. I. (...) Pitágoras foi grande na observação de tais leis e fatos, naqueles dias recuados, longe da desintegração atômica, que prova as marchas de ida e volta da matéria, desses fenômenos de integração e desintegração que são comuns e contínuos na Ordem Cósmica."
"Quem quer que saiba ler e procure confrontar, encontrará, no Evangelho de João Evangelista e no Apocalipse, fortíssimos traços pitagóricos. É que Pitágoras fora o terceiro Grande Concatenador da História das Revelações. E como as Escolas Iniciáticas tinham uma mesma Chave da Verdade, porque sabiam perfeitamente que a parte de Deus é Eterna, Perfeita e Imutável, também o Essenismo assim professava, daí derivando as parecenças doutrinárias ou fundamentais."
— Livro: A Bíblia dos Espíritas

Os Grandes Iniciados
— Livro de Édouard Schuré

563 a.C.

Sidarta Gautama

Encarnação de Gandhi
Buda
Um dos 35 Budas da antiguidade

Sidarta Gautama, também conhecido como Sakyamuni [sábio do clã dos Shakyas], foi um príncipe de uma região no sul do Nepal que, tendo renunciado ao trono, se dedicou à busca da erradicação das causas do sofrimento humano e de todos os seres, e desta forma encontrou um caminho até o "despertar" ou "iluminação". Sidarta não se considerava um mensageiro de Deus, mas se via como um guia que descobriu um caminho que qualquer ser humano poderia trilhar para alcançar o Nirvana, a palavra do sâncristo signnifica soprar, extinguir. A iluminação significa atingir um estado de consciência, ou libertação, é o fim do desejo [apego], da aversão [ódio] e da ilusão [ignorância]. Quando essas "chamas" se apagam, o sofrimento cessa. Os seres estão presos em um ciclo de morte e renascimento, Samsara, sendo o estado nirvânico a superação deste ciclo.

"Tudo o que somos é o resultado do que pensamos. A mente é tudo. O que você pensa, você se torna."
"Três coisas não podem ser escondidas por muito tempo: o sol, a lua e a verdade."
"Ninguém nos salva a não ser nós mesmos. Ninguém pode e ninguém consegue. Nós mesmos devemos trilhar o caminho."
Sidarta

O Budismo...

"O Budismo, que não surgiu com o Sidarta Buda, mas tem origem nos anteriores trinta e quatro Budas, cuja linhagem se perde nos milênios. No Sidarta Buda sintetizaram a Doutrina Búdica, e O SANTO EVANGELHO DE BUDA é o livro que pode e deve ser lido, por parte de quem queira conhecer o Budismo."
— Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas

Lembro esta necessidade...

"Lembro esta necessidade em virtude de minha formação espiritual búdica; quero acentuar a minha repulsa a um dos axiomas da filosofia búdica, pois o seu radical abstracionismo, propulsor do mais acendrado abstencionismo, constitui erro clamoroso. Ninguém surtiu de Deus, da Divina Essência, como individualidade e comportando valores divinos em potencial, com a sagrada obrigação de fazê-los ter manifestação patente, e, ao mesmo tempo, numa flagrante manifestação de contradição, com o direito de sepultá-los, de renegá-los. Este conceito da filosofia budista é terrivelmente clamoroso, é aberrante, pois a Lei determina que haja, da parte do indivíduo, todo o esforço a bem do máximo desabrochamento."
— Livro: O Mensageiro de Kassapa

Realmente...

"Realmente, - acrescentou o discípulo, - há um ensino búdico a esse respeito. Diz ele que o Amor e a Ciência são fatores básicos do Universo, e que o espírito, enquanto não os realizar em si, ficará sujeito à lei das reencarnações dolorosas. Isso prova, portanto, que é melhor procurar realizar em nós mesmos o Amor e a Ciência, do que viver cantando loas à dor, seja por covardia moral, seja por atribuir a Deus erros e falhas que Ele não poderia jamais ter. O menino vagabundo, que recebe castigo pelo fato de não executar suas obrigações, não tem o direito de confundir a punição recebida com a execução da obra que ainda está por ser feita. A punição lembra o dever, mas não é a execução. Cumpre a todos jamais cair em tal estado de confusão."
— Livro: Lei, Graça e Verdade

Buda é respeitado...

"Buda é respeitado no mundo por possuir cinco virtudes: uma conduta superior, um ponto de vista superior, uma perfeita sabedoria, uma habilidade superior de prática e o poder de levar os homens a praticarem seus ensinamentos. Além disso, outras oito virtudes capacitam Buda a conceder graças e felicidades aos homens: trazer benefícios imediatos ao mundo, através da prática de Seu ensinamento: discernir corretamente o bem do mal, o certo do errado, ensinar o caminho certo e levar os homens à iluminação, guiar os homens, de uma mesma maneira, evitar o orgulho e a ostentação, fazer e dizer aquilo a que se propôs e, assim fazendo, cumprir os votos de seu coração compassivo."
"Levados por sua ignorância, os homens estão sempre formulando pensamentos errados, estão sempre emitindo falsas opiniões e, apegando-se ao seu ego, agem erradamente. Consequentemente, eles se entranham cada vez mais no mar das desilusões."
— Livro: A Doutrina de Buda

A Doutrina de Buda
— Livro de Siddharta Guatama

470 a.C.

Sócrates

Filósofo
Pai da Filosofia

Filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga, considerado como um dos maiores, tanto da filosofía ocidental como universal. Sócrates foi iniciado órfico e não deixou obra escrita, achava mais eficiente o intercâmbio direto das ideias, mediante perguntas e respostas. É considerado o "pai da filosofia ocidental". Sócrates focava na ética e na investigação da alma humana através do diálogo, pois ensinava que a verdade está dentro das pessoas e usava o diálogo para dar luz às ideias. Acreditava que ninguém faz o mal voluntariamente, para ele, o erro é fruto da ignorância. Se uma pessoa conhecesse verdadeiramente o que é o Bem, agiria corretamente. Sua maior preocupação era o cuidado com a alma, psique*, que ele considerava a essência do ser humano. Portanto, a maior obrigação de um homem não era buscar riqueza ou fama, mas aperfeiçoar sua alma. Uma alma Boa é uma alma sábia e justa, enquanto uma alma Má é aquela mergulhada na ignorância.

"Só sei que nada sei."
"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância."
"Não penses mal dos que procedem mal; pense somente que estão equivocados."
Sócrates

"Conhece-te a ti mesmo"
— Esta famosa frase, inscrita no Templo de Delfos foi utilizada por Sócrates e resume seu mergulho na própria psique, alma, ou voltar-se para dentro de si e no templo interior fazer a comunhão com Deus.

* Psique tem origem no grego antigo psykhé, alma, é a essência real do ser humano, o centro da inteligência e da moralidade. Antes o termo era usado para descrever um "sopro de vida" ou um fantasma que deixava o corpo na morte; com Sócrates, ela passa a ser a alma, o eu consciente.

Condenado à morte...

Condenado à morte por envenenamento, em sentença proferida por Meleto: "...Sócrates é culpado do crime de não reconhecer os deuses reconhecidos pelo Estado e de introduzir divindades novas; ele é ainda culpado de corromper a juventude. Castigo pedido: a morte". Antes de beber a cicuta, aos 70 anos, disse diante dos amigos: "Críton, somos devedores de um galo a Asclépio; pois bem, pagai a minha dívida. Não se esqueça!"
— Livro: Fédon

Mas, não tenhamos dúvida...

"Mas, não tenhamos dúvida por isso, o homem fatalmente caminhará, na sua senda de eterna evolução; e quando se encontrar em um posto mais avançado, também estará despojado do orgulho que era antes a causa da sua morosidade em busca do absoluto, reavivando-lhe na memória as palavras sensatas de Sócrates, quando era tido pelo mais sábio dos gregos pelo Oráculo de Delfos: Só sei uma coisa e é que nada sei".
— Livro: Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo?

Apologia de Sócrates - O discurso de defesa de Sócrates no tribunal.
Críton - Situado na prisão, mostra Sócrates recusando uma oferta de fuga, discutindo a obediência às leis e o dever cívico.
Fédon - O diálogo final, que narra as últimas horas de Sócrates antes de beber a cicuta, focando na imortalidade da alma.
Eutífron - Uma discussão sobre o que é a piedade e o sagrado.
Laches - Um debate sobre a natureza da coragem.
Gorgias - Um embate intenso sobre a retórica, a justiça e o poder.
A República - Sócrates busca definir a justiça e projeta uma cidade utópica, incluindo o Mito da Caverna.
O Banquete, ou Simpósio - Uma série de discursos sobre a natureza do Amor, Eros e da beleza.
Mênon - Investiga se a virtude pode ser ensinada e introduz a ideia de que aprender é, na verdade, recordar.
— Livros de Platão *

* Nestas obras, Sócrates é quase sempre o protagonista que conduz o debate.


445 a.C.

Malaquias

Profeta
Autor do úlitmo do Antigo Testamento

Malaquias é um dos últimos profetas menores, seu nome em hebraico significa "Meu Mensageiro", atuando após o retorno do povo do exílio babilônico e após a reconstrução do Segundo Templo em Jerusalém. Sua principal mensagem foca na continuidade do Programa Divino, além de denúncias contra a corrupção sacerdotal. Através da profecia sobre o retorno de Elias, "antes do grande e terrível dia do Senhor", expôs que o Programa Divino tem pleno cumprimento, no do espaço e do tempo, e que Deus nada promete em vão.

João Batista, o Precursor...

"João Batista, o Precursor"
Anotação do Sr. Osvaldo Polidoro, em Sua Bíblia, no capítulo 4 de Malaquias, com esse trecho abaixo sublinhado:

"Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a qual são os estatutos e juízos. Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; e converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição."

"Atenção!!! Ao entrar no Evangelho...

"Atenção!!! Ao entrar no Evangelho, faça-se honra aos Grandes Reveladores da antiguidade - os Budas, os Vedas, Rama, Hermes, Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, etc. Convém colocar Crisna em alto posto, como expoente do Divino Monismo".

"O Velho Testamento contém quatro verdades fundamentais:
1 – A Lei de Deus, que é inderrogável.
2 – A vinda de Elias, como Precursor do Cristo.
3 – O derrame de Espírito [Santo] sobre toda a carne.
4 – A vinda do Cristo, que viria cumprir a promessa de Deus, o derrame ou batismo de Espírito (Santo).

Textos comprovantes do Batismo de Espírito [Santo]:
Joel - cap. 2.
João - caps. 14, 15, 16.
Atos - caps. 1 , 2 , 10, 11 , 19.
I Ep. Coríntios - caps. 12, 13, 14.
I Ep. João - cap. 4.
Apocalipse - cap. 2."

O Sr. Osvaldo Polidoro anotou os dizeres acima, em Sua Bíblia, logo após o final do Livro de Malaquias.

Como estava prometido...

"Como estava prometido em Malaquias, 4, 4 a 6, Elias viria na frente, para dizer ao povo sobre a tarefa do Verbo Exemplar; e João Batista avisou que o Verbo cumpriria a Promessa do Derrame de Dons, que ficaria tirando a orfandade da Humanidade, jamais afirmando que Ele batizaria em Pedro."
— Livreto: Como Desabrochar o Deus Interno?

Quando foi hora de ter...

"Quando foi hora de ter cumprimento aquela profecia contida em Malaquias, 4, 4 a 6, isso teve cumprimento, com a vinda de João Batista."
— Boletim: cima de Palpites Esfarrapados...

Na Bíblia:
Livro de Malaquias; Mateus, 11 e 17; Marcos, 1; Lucas, 1 e 7; Romanos, 9.


428 a.C.

Platão

Encarnação do Princípio Sagrado
Filósofo e matemático
Academia de Atenas

Filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. É amplamente considerado a figura central na história grega antiga e da filosofia. Foi inovador do diálogo escrito e das formas dialéticas da filosofia. Platão também foi fundador da filosofia política ocidental. Sua mais famosa contribuição leva seu nome, platonismo [também ambiguamente chamado de realismo platônico ou idealismo platônico], a doutrina das Formas conhecidas pela razão pura para fornecer uma solução realista para problemas universais.

"O que é verdadeiro, bom e belo, conduz ao que é Divino."
"Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado."
"Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo."
"Uma vida não questionada não merece ser vivida."
Platão

Prosseguindo...

"Prosseguindo, o instrutor salientou Platão, em cujas obras, por não lhe ser permitido falar abertamente, estão contidas observações iniciáticas superficiais. Mas, afirmou, lembra o fato de a ninguém ser ensinado ou revelado mais do que a sua capacidade o permitisse. Sócrates e Platão foram iniciados órficos; e da Verdade falaram apenas o que lhes permitia o sigilo esotérico."
— Livro: Lei, Graça e Verdade

Formoso pensamento...

"Formoso pensamento este, que bem define o iniciado Platão: "Os homens chamaram Eros ao amor, por ele ter asas; os deuses denominaram-no Ptéros, pela virtude de que ele tem, de no-las dar".
Por dois motivos registramos o pensamento platônico – o primeiro, porque cada homem representa um matiz de grau, na escala evolutiva da Humanidade inteira; e o segundo, porque os deuses ou espíritos, em suas manifestações, formavam a chave dos Mistérios, que era como os Grandes Iniciados chamavam aos ensinos da Revelação."
"Justo é dizer que cada um compreendia estas coisas, segundo o grau de sua cultura e conforme a sua capacidade intelectual, porque, como diz Platão, e isto é exato para todos os tempos, há muitos homens que usam o tirso e a varinha e poucos inspirados. Após a época de Alexandre, os eleusianos foram de certo modo atingidos pela decadência pagã, mas o seu fundo sublime subsistiu e salvou-os da decadência que feriu os outros templos.
Pela profundeza da sua doutrina sagrada, pelo esplendor do seu cenário, os Mistérios mantiveram-se durante três séculos em face do Cristianismo engrandecente. Eles reuniam então essa elite, que, sem negar que Jesus fosse uma manifestação de ordem heroica e divina, não queria esquecer, como já o faziam a Igreja de então, a velha ciência e a doutrina sagrada.
Foi preciso um édito de Constantino, mandando derribar o templo de Elêusis, para por fim a esse culto augusto, em que a magia da arte grega soube incorporar as mais altas doutrinas de Orfeu, de Pitágoras e de Platão.
Hoje o asilo da antiga Deméter desapareceu, sem deixar vestígios na baía silenciosa de Elêusis, e só a borboleta, o inseto de Psique, atravessando o golfo azul nos dias de Primavera, recorda que, outrora, a grande Exilada, a Alma Humana, evocava ali os deuses e reconhecia a sua pátria eterna. (Os Grandes Iniciados)"
— Livro: Moral, Amor e Revelação

O Mito da Caverna...

O Mito da Caverna, em sua obra A República, descreve prisioneiros que vivem acorrentados dentro de uma caverna desde a infância, de costas para a entrada. Eles só conseguem ver a parede do fundo. Atrás deles, há uma fogueira. Entre o fogo e os presos, pessoas passam carregando objetos. As sombras desses objetos são projetadas na parede. Para os prisioneiros, aquelas sombras são a única realidade que existe. Um prisioneiro consegue se libertar e ao sair, a luz do sol castiga seus olhos, causando dor e confusão. Aos poucos, ele percebe que as sombras eram apenas cópias imperfeitas de objetos reais. Ele volta à caverna para contar a verdade e libertá-los da ignorância. Porém, ao falar sobre a verdade que encontrou é considerado louco e desprezado.

Os Grandes Iniciados
— Livro de Édouard Schuré

270 a.C.

Apolônio de Tiana

Encarnação do Princípio Sagrado
Filósofo, Místico e Professor

Filósofo pitagórico, místico e professor itinerante com grandes poderes mediúnicos. Nascido em Tiana, na Capadócia, seguiu rigorosamente os ensinamentos de Pitágoras. Seus ensinamentos influenciaram o pensamento científico por séculos após seu desencarne. Enfatizava a importância de alinhar palavras e ações, rejeitando a hipocrisia e valorizando a Verdade.
Foi um grande viajante, ensinando e extraindo Ensinamentos Iniciáticos em lugares como a Índia, Egito e por todo o Império Romano. Relatos afirmam que seu nascimento foi anunciado por seres divinos e que possuía uma natureza sobrenatural. Atribuem-se a Ele curas, exorcismos e ressurreição de mortos. Assim como Jesus, há relatos de que apareceu aos Seus discípulos após a morte, provando a imortalidade e supremacia do espírito. Devido a algumas semelhanças de sua biografia com a de Jesus, Apolônio foi, nos séculos seguintes, atacado pelos padres da Igreja Católica, sendo considerado um impostor e até um personagem satânico. Embora tenha sido exaltado e comparando aos Grandes Iniciadores do passado, como Moisés e Zoroastro.

Como todos os homens...

Como todos os homens superiores, foi incompreendido; os seus sábios conselhos tornaram-se "blasfemos" para todos aqueles que não levavam uma vida exemplar, nem tinham a consciência limpa e, mais grave do que isso, que não se queriam corrigir. À semelhança de Sócrates foi um acérrimo defensor da moral pública; como Pitágoras foi acusado de feiticeiro; como Jesus foi apelidado de falso profeta.
Foi caluniado por se vestir de uma maneira um tanto chocante para os costumes da época, com a túnica de linho própria dos Iniciados, e sofreu sevícias por parte dos que viam na sua longa cabeleira uma provocação aos hábitos dos romanos. Também o acusaram de fazer sacrifícios humanos, a ele que, seguidor dos preceitos pitagóricos, sempre recusou todo o tipo de oferendas manchadas de sangue, de qualquer ser vivo que elas fossem, pois as considerava um ultraje à Divindade.

Por mim discerni...

"Por mim discerni uma certa sublimidade na disciplina de Pitágoras, e como uma certa sabedoria secreta capacitou-o a saber, não apenas quem ele era a si mesmo, mas também o que ele tinha sido; (...) e que ele foi o primeiro da humanidade a conter a sua própria língua, inventando uma disciplina de silêncio descrito na frase proverbial, 'Um boi senta-se sobre ela'. Eu também vi que o seu sistema filosófico era em outros aspectos oracular e verdadeiro. Então corri a abraçar os seus sábios ensinamentos."
Apolônio

O meu acusador diz...

"O meu acusador diz, com efeito, que os homens me consideram um Deus e que o proclamam em público porque estão fulminados por mim. Se bem que devia ter-nos informado antes do processo o que é que eu proclamava; qual foi o prodígio que disse ou fiz para induzir os homens a que me seguissem, pois nunca falei entre gregos de onde a minha alma procede, embora seja coisa que conheça bem, nem divulguei concepções desse tipo sobre mim próprio, nem recorri a presságios ou a recitações de oráculos, que são o tributo dos que desejam honras divinas.
Não conheço nenhuma cidade em que tenham decidido em assembléia celebrar um sacrifício em honra de Apolônio. Contudo, cheguei a ser muito estimado por cada uma de quantas me solicitaram, e solicitaram-me pelos seguintes motivos: que os enfermos não continuassem enfermos, serem mais santos nas suas iniciações e mais santos nos seus sacrifícios, erradicar a insolência, vigorizar as leis... e o meu salário por tudo isso se limitava a que parecessem melhores do que antes. E com isso também te favorecia a ti, pois da mesma forma que os que cuidam dos rebanhos os engordam para benefício de seus proprietários, também eu, ao acabar com os defeitos dos cidadãos, corrigia as cidades em teu benefício; de forma que, ainda que me considerassem um deus, tal engano comportava uma vantagem para ti, pois seguramente atender-me-iam com interesse, temerosos de fazer o que não parecia bem a um deus.
Mas nem sequer pensavam assim; o que acontece é que há um certo parentesco entre o homem e a divindade, graças ao qual o homem é o único dos animais que conhece os deuses e filosofa sobre a sua própria natureza e sobre a forma em que participa do divino. O homem crê que a sua forma se assemelha à divindade, conforme se pode ver na estatuária e nas pinturas, e está convencido de que as virtudes provêm dos deuses e que os que são virtuosos estão próximos dos deuses e são divinos."
Apolônio

E o Céu vinha em seu apoio...

"E o Céu vinha em seu apoio, porque o seu coração era simples e a sua vontade era servir. Assim sendo, a quarta lição versou em torno de Orfeu, o fundador do esoterismo grego, que tantos vultos fizera surgir, como Sócrates, Platão e muitos outros, culminando na figura extraordinária de Apolônio de Tiana, cujos exemplos de caráter e poderes mediúnicos tanta Luz Divina fizera verter sobre miríades de criaturas."
"O expositor chamou a atenção dos discípulos para este escrito de Apolônio: "Aproximei-me dos confins da morte, e tendo atingido o limiar de Prosérpina, regressei, tendo sido levado através de todos os elementos". Em seguida, Apolônio relata como ficou maravilhado pela iniciação feita, tendo visto, na viagem astral, as baixas regiões do espaço, onde as almas vivem conforme os graus evolutivos e os merecimentos alcançados."
— Livro: Lei, Graça e Verdade

A Vida de Apolônio de Tiana
— Livro de Flávio Filóstrato

150 a.C.

Essênios

Escola de Profetas de Israel

Os essênios eram uma seita judaica ascética que viveu na região da Judeia, que se originaram da Ordem dos Nazireus. Os jovens, durante um período, eram levados para o Cenáculo Essênio, situado em Qumran, a vinte e dois quilômetros de Jerusalém e próximo do Mar Morto. Na Escola de Profetas de Israel os jovens aprendiam sobre os Ensinamentos Iniciáticos, sobre os Profetas da antiguidade e importância do uso dos Dons do Espírito Santo ou Mediúnicos a Luz dos Dez Mandamentos da Lei de Deus. Em 1.947, na zona árida e quente de Qumran, foram encontrados em cavernas jarros que continham documentos, revelações, leis, usos e costumes da comunidade dos essênios, conhecidos como os Manuscritos do Mar Morto. Mais de 900 rolos foram descobertos em 11 cavernas, que incluem textos bíblicos em hebraico, aramaico e grego, como o Livro de Isaías, datando de um período muito antigo, confirmando a fidelidade da transmissão bíblica.

Antes de Jesus Cristo...

"Antes de Jesus Cristo, a Revelação estava enclausurada nos Cenáculos Iniciáticos, nas Escolas Esotéricas. O essenismo era a Escola de Profetas de Israel, a Ordem dos Nazireus, a mais profunda em lastro histórico, pois derivava diretamente do Vedismo Iniciático, onde a fora buscar Enoch, o Patriarca antediluviano."
— Livro: A Bíblia dos Espíritas

O que nós sabemos...

"O que nós sabemos desta seita" – Atos, cap. 28. - A seita, como diziam, era a dos NAZIREUS, e não dos NAZARENOS, como fizeram questão de adulterar os adulteradores de textos. Seita dos Nazireus era o profetismo hebreu, que começou com o Patriarca Enoch, trazendo do Extremo Oriente o Vedismo Iniciático, radicando-o em forma esotérica nas terras do Médio Oriente, muito antes do dilúvio parcial. Samuel foi, após, o seu reorganizador."
— Livro: O Novo Testamento dos Espíritas

Sim, – anuiu o Mensageiro...

"Sim, – anuiu o Mensageiro, - eles foram sempre partidários da iluminação interior! Não davam importância aos engodos da idolatria, condenavam os salamaleques rituais, reprovavam tudo quanto era postiço. Entretanto, bem o sabemos, o clero levita, organizado à base de formalismos e de comércio, deu-lhes sempre muitas e várias preocupações, inclusive martírios e mortes! Ao tempo em que viveu o Portador da Graça, apenas restavam dos Profetas poucos Cenáculos, nas fronteiras do Egito e beirando o Mar Morto. Realmente, como temos aqui aprendido, a Escola Essênia tinha dois pontos fundamentais de ordem religiosa: o AMOR e a CIÊNCIA, empregando a Revelação como instrumento de pesquisas espirituais."
"Fez entender que Enoque, o Maior Patriarca dos povos hebreus primitivos, tendo viajado pela Índia a mando espiritual, trouxe de lá o primitivo essenismo, ou vedismo, fundando a Ordem dos Essênios, ou Escola de Profetas de Israel, como veio a se chamar mais tarde. Escolhiam, através de estudos e severíssimas observações, os que deviam ser os profetas. Estes deviam portar-se da melhor maneira, fossem casados ou solteiros, a fim de serem dignos das melhores e mais perfeitas mensagens espirituais. Lembrou o Velho Testamento, cheio de repetidas referências a respeito, isto é, repleto de mensagens espirituais, através de elementos nazireus ou escolhidos. Não raro, disse, os pais recebiam mensagens referentes aos futuros nascituros, razão pela qual, desde o ventre materno, já se destinavam ao ministério da Revelação. Tudo, porém, em caráter reservado ou de portas fechadas. A Ordem Essênia foi sempre a mais rigorosa em matéria de sigilo a ser mantido."
— Livro: Lei, Graça e Verdade

Todavia, se esses elementos...

"Todavia, se esses elementos, que mais apareciam nos desertos e vilarejos do que nas grandes cidades, se diziam articulados com o mundo espiritual superior, aqueles que os queriam achincalhar, descrer ou ridicularizar, afirmavam que eles tinham tratos com o diabo, ou que sabiam alguns segredos da natureza, em virtude do que obravam tais prodígios. Era inútil afirmarem que traziam consigo os conhecimentos ocultos, as verdades que remontavam ao Patriarca Henoch, o pré-diluviano sábio das coisas de Deus. Debalde afirmariam ser a nata dos Essênios, os elementos escolhidos da Escola Profética Hebreia, restaurada pelo vidente Samuel e preciosamente tutelada pelo Grande Rei. Todos sabiam dizer não, fosse pelo quer que fosse, acima de tudo pela desmoralização reinante. Roma tangia, as autoridades locais roubavam, a miséria campeava. Estando em sua terra natal e de posse, o povo de Israel vivia em condições quase piores do que durante o cativeiro no Egito e na Babilônia. Só lhes restava trabalhar de sol a sol, principalmente aos sitiantes e camponeses, a fim de que as autoridades lhes pudessem subtrair tudo ou quase tudo.
E por isso pagavam, aqueles que falavam como os Nazireus, os fazedores de prodígios, os homens que vestiam túnicas cujas cores significavam graus, que traziam os cabelos compridos, repartidos ao meio, e igualmente a barba. Alguns rombudos agricultores, nem mais queriam ouvir falar de seus Patriarcas, sendo que outros já haviam admitido o culto dos ídolos.
Por tudo isso, pode-se dizer, o Cristo chegou na hora exata; mas, como atender a outro Nazireu, se tantos havia, se alguns haviam falhado tristemente, se outros apenas haviam sido exploradores do povo inculto e incauto? E não diziam os mais velhos, e consequentemente os mais experimentados, que bem podiam os elementos da família de Davi, ter preparado tudo aquilo, armado, arquitetado tamanha encenação, apenas para readquirirem os respeitos perdidos?"
— Livro: Sangue na Cruz


100 a.C.

Allan Kardec

Encarnação do Princípio Sagrado
Chefe Druida
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Os druidas eram considerados magos e bruxos, tinham amplo conhecimento das ervas medicinais e da natureza. Sua filosofia era fundamentada nos princípio do comportamento moral e ético, do amor e da sabedoria, e que a evolução se dá através das sucessivas encarnações e responsabilidade individual. Cultivavam a música e a poesia. Amavam a natureza, buscando equilíbrio com ela, com outros seres, e principalmente, com Deus a Origem de Tudo e de Todos. Eram encarregados do ensino, aconselhamento e orientações espirituais, filosóficas e jurídicas da sociedade celta. Formavam uma classe de Iniciados dentro da sociedade celta, povo que há 3 mil anos, habitava territórios onde hoje estão o Reino Unido, norte da Espanha, de Portugal e da França.

Durante seus estudos...

Durante seus estudos mediúnicos, Hippolyte Léon Denizard Rivail, foi informado pelo espírito Zéfiro que eles haviam vivido juntos entre os druidas. Zéfiro afirmou que ele, Hippolyte, havia sido um chefe druida, na Gália, atual França, cem anos antes de Jesus e que seu nome naquela encarnação foi Allan Kardec. Hippolyte passou também a estudar sobre os druidas, e verificou semelhanças entre eles e a doutrina espírita, expondo estas semelhanças na Revista Espírita, em 1.858, com o título "O Espiritismo entre os Druidas". Entre os pontos de conexão destacados estão: A crença na imortalidade da alma e na reencarnação; A existência de um Deus único, criador do universo; A busca pelo progresso moral e a responsabilidade individual.

A teologia druida...

A teologia druida baseava-se em tríades, conjuntos de três ensinamentos lógicos, que descreviam a evolução da alma:
Círculo de Annoufn - Abismo: Onde a alma começa sob a forma mais simples, no "círculo da necessidade".
Círculo de Abred - Migração: Onde o ser se desenvolve através de sucessivas encarnações humanas, adquirindo consciência e livre-arbítrio.
Círculo de Gwynfyd - Felicidade: O estado de plenitude e perfeição superior onde a alma não precisa mais reencarnar, correspondendo ao estágio de "Espíritos Puros" no Espiritismo.
— Revista Espírita: O Espiritismo entre os Druidas

70 a.C.

Zacarias e Isabel

Pais de João Batista

Zacarias e Isabel foram pais de João Batista. Faziam parte da Comunidade dos Essênios, eram um casal justo, que seguiam os Preceitos Divinos e viviam os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Eram idosos, Zacarias sacerdote e Isabel prima de Maria, mas não tinham filhos porque Isabel era estéril. O Anjo Gabriel anuncia a Zacarias que Elias voltaria a carne, através deles e que seria cheio do Espírito Santo, ou Mediunidade, desde o ventre de sua mãe.

E apareceu a Zacarias...

"E apareceu a Zacarias um anjo do Senhor, posto em pé da parte direita do altar..." – Lucas, cap. 1. - Anjo, espírito e alma, tudo quer dizer o mesmo na linguagem bíblica; e como diz o texto, um espírito chamado Gabriel, por mediunismo se comunicou e avisou a Zacarias, sobre o nascimento ou a reencarnação de Elias, para servir de precursor, como estava anunciado em Malaquias, cap. 4."
— Livro: O Novo Testamento dos Espíritas

E Zacarias, vendo-o...

"E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João; E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe; E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus, e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos; com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto."
Lucas, 1, 12 a 17

Na Bíblia:
Livro de Lucas, 1.


46 a. C.

Calendário Juliano

Caio Júlio Cesar
Imperador Romano

Caio Júlio César, 13 de julho de 100 a.C. – 15 de março de 44 a.C., foi um patrício, líder militar e político romano. Desempenhou um papel crítico na transformação da República Romana no Império Romano. Em 49 a.C., César assumiu o comando em Roma como um ditador absoluto. Iniciou então uma série de reformas sociais e políticas, incluindo a criação do calendário juliano.
O calendário juliano foi organizado pelo sábio Sosígenes de Alexandria, no ano 46 a.C., e que deve o seu nome a uma homenagem a ele, Júlio Cesar. A reforma do calendário juliano entrou em vigor no dia 1 de janeiro do ano 45 a.C., tornando o calendário romano num calendário solar, alinhado pelas estações do ano, à semelhança do calendário egípcio já então em vigor. O ano se iniciaria em Januarius, e não mais em Martius.
Após ser assassinado em 44 a.C., Júlio Cesar foi homenageado e, para isso, lhe foi reservado o mês Julius, antigo Quintilis. Unodecembris e Duocembris foram adicionados ao final do ano de 46 a.C., deslocando assim Januarius e Februarius para o início do ano de 45 a.C. Os dias dos meses foram fixados numa sequência de 31, 30, 31, 30... de Januarius a Decembris, à exceção de Februarius, que ficou com 29 dias e que, a cada três anos, teria 30 dias. Com estas mudanças, o calendário anual passou a ter doze meses que somavam 365 dias.


16 a. C.

Maria

Encarnação da Mãe Maria
Mãe de Jesus
Símbolo das Mães

Maria era uma jovem hebreia, judia*, de origem semita, que falava aramaico e hebraico*. Seu nome original era Miriam [Maryam], de origem hebraica muito comum na época, cujo significado é senhora soberana ou estrela do mar. Essa jovem, portadora de Dons do Espírito Santo ou Mediúnicos, fazia parte da Ordem dos Essênios, como muitos da época, ajudando, auxiliando e acolhendo seus irmãos. Maria foi escolhida, por Deus, ou se fez escolher através de seu comportamento, para ser a Mãe de Jesus. Aquela que daria condições para aquele espírito, de altíssimo gabarito voltar a carne e desempenhar Sua Função de Verbo Modelar e Modelador. Quando Maria pergunta ao Anjo ou Espírito Gabriel como ela ficaria grávida sendo virgem, a resposta é: "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra". Provando a supremacia do Espírito sobre a matéria, a concepção se dá através de uma inseminação espiritual ou mediúnica. Em vista de seu amor, acolhimento e cuidado materno, Maria é carinhosamente chamada de Mãe.

* judia — como mulher judia da Galileia, Maria tinha características físicas típicas das populações do Oriente Médio daquela época: pele oliva ou bronzeada, olhos e cabelos escuros.
* aramaico — língua semítica, originário da antiga Síria [Aram], e que era o idioma popular da região e de uso diário. Na época de Maria e Jesus, a região da Judeia e Galileia era um ambiente multilíngue. O aramaico e o hebraico eram as línguas principais.
* hebraico — Diferente do aramaico, o hebraico era a língua das Escrituras e da liturgia. Era usada nas sinagogas para a leitura do Torá e nos debates entre os ditos "doutores da lei". Era um símbolo de identidade judaica e de conexão com os antepassados e profetas. O hebraico e o aramaico compartilham o mesmo sistema de escrita [alfabeto consonantal], o que torna a leitura visualmente parecida, apesar de serem idiomas diferentes.

Programa de Maria...

"PROGRAMA DE MARIA
Programa recomendado por Maria, exclusivamente evangélico, fora de falsas interpretações de textos, desvios, etc. Aqueles que prezarem a VERDADE, o AMOR e a VIRTUDE, através da Lei de Deus, do Filho Modelo e da Revelação que adverte, ilustra e consola, compreenderão o motivo deste programa. A Divina Ordem Moral rege a Criação e, portanto, para evitar o pranto e o ranger dos dentes, é sobre Ela que tudo deve ser sabido, sentido e praticado."
— Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas

Tiago, José, Simão e Judas...

"Tiago, José, Simão e Judas" – Mateus, cap. 13. – Depois do nascimento de Jesus, por efeito mediúnico, Maria foi mãe de quatro filhos, que são os acima mencionados. E no sagrado ministério da maternidade, todas as mulheres participam das graças daquela que foi escolhida para a encarnação do Cristo Planetário. O processo de encarnação é sempre comum, embora os fenômenos causais possam variar. Quando leis superiores interferem, leis inferiores cedem o lugar. E como Jesus vinha batizar em mediunismo, teve a Sua vida plena de grandiosos efeitos mediúnicos, nada mais."
— Livro: O Novo Testamento dos Espíritas

Maria Maior foi indicada...

"Maria Maior foi indicada a comandar o Serviço de Amparo, ou Retirada de Espíritos Sofredores, das faixas da subcrosta, dos umbrais, e da atmosfera ou de junto aos encarnados. Quando a Justiça Divina ordena, Maria orienta as Legiões Socorristas nesse sentido. Estudem a Oração à Maria, meditem sobre sua inteligência, porque é de Deus que ela deriva."
— Boletim: Campanha da Oração pelo Retorno à Verdade...

ORAÇÃO A MARIA
Falado Legendado

"Nesta Minha encarnação, há 50 anos atrás, a Oração a Maria foi a primeira oração que escrevi, em 1º de novembro de 1960, [dia de Todos os Santos]. Eu e Jesus combinamos deixar no mundo alguma coisa em torno daquela que foi nossa mãe no mundo."
Osvaldo Polidoro

Na Bíblia:
Livro de Mateus, 1, 2 e 13; Marcos, 3 e 6; Lucas, 1 e 2; João, 2 e 19; Atos, 1; Gálatas, 4.


6 meses a.C.

João Batista

Encarnação do Princípio Sagrado
Precursor do Verbo Modelar e Modelador
O maior dos nascidos de mulher

João nasceu numa pequena aldeia chamada Ein Kerem, a cidade das montanhas de Judá, a cerca de seis quilômetros de distância a oeste de Jerusalém. Nazireu de nascimento, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, prima de Maria, portanto primo de Jesus. Em aramaico seu nome era Yohanan, cujo significado é Deus é gracioso. João foi Grão-mestre da Ordem dos Nazireus, a Escola de Profetas de Israel, que ficava em Qumran. O Rio Jordão tem um significado simbólico enorme para os hebreus, era o rio que o povo de Israel cruzou para entrar na Terra Prometida. Conhecido como aquele que "preparou o caminho do Senhor", quando chegou o momento, João que era um Profeta muito respeitado, apresenta Jesus. Afirma que Ele batizava com água, mas que Jesus batizaria em Espírito Santo, ou Dons Mediúnicos, não só cumprindo as Profecias Bíblicas do Batismo de Espírito Santo, mas apresentando o Verbo Modelar e Modelar.

"Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus"
Isaías, 40, 3.

"E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo."
Lucas, 1, 41.

"E Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após Mim é mais poderoso do que Eu; cujas alparcas não sou digno de levar; E Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo."
Mateus, 3, 11.

Fiquei ciente...

"Fiquei ciente da missão do Precursor, que era anunciar a chegada do batizador em Espírito Santo, daquele derramador de dons e revelações, tão aguardado. Soube ter tudo seguido uma trilha pura e francamente integrada nas disposições do Supremo Senhor. O Cristo sucedeu ao Precursor na hora exata, começando a evidenciar os poderes dos dons despertos. A sequência de feitos, diz o livrinho, é atestado da prova que o Mestre oferecia, dos valores efetivamente representativos dos dotes internos. Tudo queria dizer: DESPERTAI-VOS!"
— Livro: As Margens do Mar Morto

Todos falavam das curas...

"Todos falavam das curas do Messias, e todos relembravam os acontecimentos que envolveram o nascimento daqueles dois primos, João e Jesus. Embora fossem marcantes os sinais, para tudo havia alguma explicação maliciosa, capciosa ou mesmo infame. De resto, andavam espalhados, por ali e por todos os recantos de Israel, os Nazireus, os pretensos ou reais teurgos, aqueles homens que tinham ou supunham ter certos poderes, articulados que eram ou julgavam ser, com o mundo espiritual superior. Eram fazedores de curas, realizavam trabalhos julgados misteriosos; queriam ser respeitados como tal, não através de palavras, diga-se isso e bem alto, mas pela eficiência de seus poderes."
"João Batista disse-me importantes coisas, porque me falara dos Essênios, e com especial atenção dos Nazireus, a sublime escola dos votados ao Senhor, cuja escolha recaía sobre os que nasciam sob avisos, sonhos ou visões ou criaturas portadoras de dons espirituais. Disse-me de tudo quanto havia feito, de como fora preparado em aprendizados e desenvolvimentos espirituais, consoante as tradições da velha Escola de Profetas. Anunciava o Cristo por ordem dos anjos! E afirmou que só a morte o faria calar! Como nada mais fizesse, que não fosse o batismo de água e a anunciação da vinda do Messias, tudo ficou em expectativa. Nada havia por fazer, senão aguardar o resultado dos fatos. É verdade que a sua palavra era plenamente consciente, e que suas vestes eram como as do Profeta Elias; mas ninguém ignorava os seus parentes, embora também ninguém ignorasse o que diziam do seu nascimento. Tudo podia ser obra de esperteza, tudo podia ser produto de alguma proposição menos digna de respeito, partida de elementos desonestos."
"Jesus apareceu depois de João Batista semear todo o Israel com a sua palavra flamejante. O batismo de água, como gesto místico, encantava os cérebros menos sobrecarregados de prevenções. Soubemos, pois nossos homens seguiam as passadas do Precursor, da indicação sobre ser Jesus o Cristo esperado. Como se sabia da retirada de Jesus, do círculo familiar, para um dos Cenáculos de Profetas, foi com bastante displicência que soubemos de Seu retorno, envergando as características físicas e vestimentais dos que se votavam a tais serviços. Não se poderia admitir, em Jesus, a função divina do Cristo, do Libertador, porque o Libertador aguardado era de outro quilate, não de bens imortais e sim de poderes temporais. Demais, Jesus increpava os ricos e poderosos, numa demonstração cabal de Sua divina função, mas também de cabal indisposição com as autoridades em geral."
— Livro: Sangue na Cruz

Como Elias deveria vir na frente...

"Como Elias deveria vir na frente, preparando o ambiente, o Velho Testamento termina em Malaquias, 4, 4 a 6, assinalando muito bem a Tarefa de Apresentador, pois sendo a reencarnação de Moisés, ou Elias, João Batista representou a Lei de Deus, que aponta para o Verbo Exemplar, o Modelo de tudo que deriva de Deus, o Princípio, e a Ele retorna, como Uno ou em Espírito e Verdade. A Lei manda imitar o Verbo e o Verbo ordena viver a Lei;"
— Boletim: O Fim da Ignorância e dos Sofrimentos

Conforme está escrito...

"Conforme está escrito na profecia de Isaías; Eis que envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas"
— Livro: Marcos, 1, 2 a 3

Porque é este de quem está escrito...

"Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho. Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que Ele. E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir."
Mateus, 11, 10 a 14.

Na Bíblia:
Livro de Isaías, 40; Malaquias, 3 e 4; Mateus 3, 11 e 14; Marcos, 1 e 6; Lucas, 1, 3 e 7 ; João, 1; Atos, 1, 13 e 19.