787
Dez Mandamentos São Alterados
Segundo Concílio de Niceia
Culto das Imagens
O Segundo Concílio de Niceia, em 787, realizado em Niceia [Iznik na Turquia]. Convocado pela Imperatriz Irene, restaurou a veneração dos ícones ou imagens, definindo-a como legítima e distinta da adoração divina, revogando o Concílio de Hieria [754]. Presidido por Tarásio de Constantinopla que condenou o iconoclasma [movimento contra a adoração de imagens] e formalmente aprovou a veneração de ícones e imagens. O sínodo é concluido com esses cânones:
— Decide que quem adora uma imagem ou icone, não comete idolatria, pois "quem venera uma imagem venera a pessoa retratada nela". "O Catecismo da Igreja Católica postula que Deus deu permissão para imagens que simbolizam a salvação cristã por símbolos, tais como a Serpente de Bronze e o querubim na Arca da Aliança". O Catecismo afirma também que, "encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova - economia das imagens";
— Alteração dos Dez Mandamentos da Lei de Deus. Em vista do conflito entre Os Dez Mandamentos, explicitamente no Segundo Mandamento "Não Farás Imagens Quaisquer Para As Adorar", que condena frontalmente o culto e adoração de imangens. O Segundo Mandamento passa a ser adotado da seguinte forma: "Não usar o Santo Nome de Deus em vão";
— Determina que todos os altares das igrejas devem conter uma relíquia de um santo para serem considerados consagrados.
"Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos."
— Êxodo, 20, 3 a 6; Deuteronómio, 5, 7 a 10.
"Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz."
— Êxodo, 32, 7 a 9.
"(...) Porque tendes de compreender, que o culto de um Deus antropomórfico, exterior, já é falha notável na organização psíquica, já é caminho franco para as idolatrias as mais repelentes. É por essa brecha que entram e fazem morada no caráter do homem, quer as parvalhadas clericais, quer os vícios negregandos, quer as insinuações de agentes maléficos dos baixios astrais. Onde o homem em si não respeita a condição de templo divino, aí mesmo penetra e se radica, a tiririca daninha. O olho interno, como o proclamava o Cristo, deve estar sempre aceso em suas luzes básicas. Que pense para longe o homem, que transmita suas ondas mentais para os confins das gamas etéreas do Planeta, quando pretenda dirigir-se a um irmão qualquer; mas que se sinta templo de DEUS ESPÍRITO E VERDADE, quando tenha de pensar em Deus!"
— Livro: Confissões de Um Padre Morto
"(Aquele Princípio, ou Deus, que te colocou ao alcance da Lei, o Verbo Modelo e o farto documentário sobre os Dons Intermediários, seria Ele mesmo o traidor de Seus Desígnios, endossando fingimentos, clerezias mentirosas, parapsicologias, sectarismos, mórbidos facciosismos e tantas formas de desvidos da VERDADE?)"
— Livreto: Como Desabrochar o Deus Interno?

